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DQBRN: como o Exército Brasileiro atua em casos de contaminação

Você sabe o que significa DQBRN? Essa é a sigla utilizada pelo 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear. Os membros desse Batalhão atuam em situações que envolvam as áreas mencionadas em sua sigla, especialmente ações de descontaminação.


Soldados do Exército Brasileiro com uniforme especial e máscara de gás - DQBRN como atua o exército brasileiro em casos de contaminação

Créditos da imagem: Exército Brasileiro / Facebook.

 

Histórico

A história do 1º Batalhão começou em 1953, após a criação da Companhia Escola de Guerra Química. Esta foi substituída, em 1987, pela Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear, localizada então na capital do Rio de Janeiro. Em 2012, transformou-se em batalhão, finalmente dando origem ao 1º Batalhão DQBRN.


Créditos da imagem: Exército Brasileiro / Flickr.

 

Missões

Durante os 66 anos desde seu surgimento, o Batalhão participou de algumas missões especiais, principalmente em eventos e visitas de figuras ilustres ao Brasil.


Ainda em 1987, quando foi nomeada Companhia de Defesa, foi movida temporariamente para Goiânia em razão do acidente com o Césio 137. Dois anos depois, em 1989, tornou-se parte de um plano de emergência para as Usinas Nucleares de Angra I e II, localizadas em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Ainda hoje, o Batalhão continua nesta função, participando da monitoração e, em caso de necessidade, da descontaminação e evacuação da população da cidade.


Foi também requisitada para descontaminar o material do Exército – mais especificamente das unidades que foram ao Timor-Leste e ao Haiti, em 2001 e 2006, respectivamente.


Já em 2007, foram quatro eventos que exigiram a atenção da Companhia:

  • A visita do Papa Bento XVI ao Brasil, em maio;
  • Os Jogos Pan-Americanos, em julho;
  • A Operação Pantanal (MS), em outubro, cujas atividades incluíram a descontaminação de um navio da Marinha e de sua tripulação;
  • A Operação Aliança, que tratou da visita feita pelo então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao Brasil.

Em 2010 e 2011, respectivamente, a Companhia participou do 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações (promovida pela Organização das Nações Unidas – ONU) e da 5ª edição dos Jogos Mundiais Militares. Em 2013, já denominado Batalhão, fez varreduras nas instalações que receberiam o Papa Francisco em sua participação na Jornada Mundial da Juventude.


Finalmente, em 2015, um suspeito de ebola, alocado na Base Aérea do Galeão, teve que ser transportado para receber atendimento especializado; a Força Aérea Brasileira convocou o Batalhão para descontaminar tanto a aeronave quanto a equipe médica que estavam no voo. Quanto aos agentes biológicos, além do vírus ebola, os principais são o antraz, o botulismo, a varíola, a tularemia, a Salmonella e a peste bubônica.


Créditos da imagem: Exército Brasileiro / Flickr.

 

Treinamento

O curso de especialização DQBRN habilita o sargento do Exército a ser integrante das unidades do Batalhão. A seleção é feita pelo Departamento-Geral do Pessoal (DGP) do Exército e pelo Comando de Operações Terrestres (COTER). Para ingressar no curso, é necessário:


1) Ser terceiro-sargento de carreira, a partir do 3º ano na graduação;

2) Ou ser segundo-sargento de qualquer Qualificação Militar dos Subtenentes e Sargentos (QMS) – exceto Músico e Saúde;

3) Seguindo o calendário do Departamento de Educação e Cultura do Exército, enviar requerimento eletrônico preenchido na data correta;

4) Estar em boas condições físicas e de saúde.


São 14 semanas em que o candidato passará por treinamento intensivo – seis delas à distância, enquanto as outras oito exigem participação presencial. Mas o que é ensinado no curso? A gama de assuntos é ampla, indo desde meteorologia e proteção contra incêndio até as técnicas QBRN mais avançadas. Isso inclui: varredura e descontaminação de instalações, pessoas, armas e locais, identificação de agentes químicos, predição de área contaminada, guerra biológica, proteção radiológica, noções de bioterrorismo, níveis de biossegurança, transporte de cargas perigosas, análise laboratorial, tratamentos médicos, entre outros.



Fontes: Ministério da Defesa, DefesaNet, Escola de Instrução Especializada do Exército Brasileiro.

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