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Tropas especiais do Exército Brasileiro: Infantaria Paraquedista

Para completar com sucesso suas missões, as Forças Armadas brasileiras contam com unidades especiais que operam em situações de alto risco. No caso do Exército Brasileiro, há grupamentos preparados para atuar em diversos espaços e condições climáticas, que requerem conhecimentos específicos.

Nas próximas semanas, a Almox Militar trará a série de matérias “Tropas especiais do Exército Brasileiro”, que contará detalhes sobre a atuação dessas tropas nos seguintes terrenos e atividades:

 

Quer saber mais? Continue lendo esta matéria e fique atento às próximas postagens da Almox Militar!


Infantaria Paraquedista

Os Batalhões de Infantaria Paraquedista diferem das outras tropas especiais do Exército por uma razão: são treinadas para atuar em qualquer terreno. Enquanto as outras unidades de elite recebem um treinamento específico, os paraquedistas precisam estar preparados para qualquer situação.

Quando saltam da aeronave, aterrissam diretamente em meio aos conflitos, que podem acontecer em qualquer lugar. Por esse motivo, o grito de guerra da Infantaria Paraquedista é “Brasil acima de tudo!”, indicando que, não importa a circunstância, seu dever é proteger todo o território nacional.

Esses batalhões compõem a Brigada de Infantaria Paraquedista, subordinada ao Comando Militar do Leste e ao Comando de Operações Terrestres. Todas as unidades se localizam na Vila Militar, na cidade do Rio de Janeiro, o que facilita a interação entre elas. A Brigada é conhecida também como “Sentinela da Pátria” e “Ninho das Águias”.

A Infantaria Paraquedista atua para garantir a lei e a ordem em conflitos urbanos, no combate ao crime organizado, em missões de paz, ações de inteligência, entre outras circunstâncias nas quais seu emprego é exigido. Já fez parte das Forças de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU) em diversos países (Panamá, Moçambique, Angola, Timor Leste e Haiti). Também participou dos eixos de defesa durante as Olimpíadas de 2016, representando 10% das forças acionadas para o evento.

Outros eventos dos quais a Infantaria Paraquedista realizou a segurança foram:

  • Os Jogos Mundiais Militares de 2011;
  • A Conferência Rio +20 em 2012;
  • A Jornada Mundial da Juventude em 2013; 
  • A Copa do Mundo de 2014.



Histórico

Nas décadas de 1930 e 1940, o paraquedismo militar começou a se destacar. Os exércitos russo, alemão e norte-americano criaram suas próprias tropas, o que inspirou o Brasil a fazer o mesmo.

No ano de 1944, o capitão Roberto de Pessôa foi enviado aos Estados Unidos para realizar o chamado airborne course, ou seja, o curso de paraquedismo militar de Fort Benning, no estado da Georgia. Quando voltou, selecionou 46 voluntários para participar do mesmo treinamento e integrar o que viria a ser a Escola de Paraquedistas.

Em 1949, a Escola entrou em funcionamento, formando ainda naquele ano 133 alunos. Em 1967, passou a ministrar cursos na Academia Militar das Agulhas Negras, criando assim o que hoje é denominada a Seção de Instrução Especial (SIESP) da AMAN.

Ao longo dos anos, foi expandindo seu tamanho e também sua importância, mudando de nomenclatura de acordo com a necessidade, até passar a se chamar Brigada de Infantaria Paraquedista em 1985.

Símbolos

A Infantaria Paraquedista possui alguns símbolos que constroem a mística paraquedista; entre eles, destacam-se o boot marrom, a boina grená, o brevê prateado e a águia dourada.



Infantaria Paraquedista

O boot marrom é a bota utilizada pelos combatentes da Infantaria Paraquedista. É considerado um símbolo de distinção, pois os candidatos em treinamento utilizam o boot preto. Já a boina grená é o símbolo de todas as tropas paraquedistas do mundo. Os paraquedistas do Exército Brasileiro adotaram essa boina em 1964.

Quanto ao brevê prateado, trata-se de um distintivo em que se veem as asas prateadas, os ramos de louro e um paraquedas ao centro. As asas simbolizam o avião do qual os paraquedistas saltam; o paraquedas, o instrumento utilizado para alcançar o inimigo; os louros, a vitória.

Por fim, a águia dourada é a imagem que serve como símbolo da Brigada de Infantaria Paraquedista. Nessa figura, a águia encontra-se olhando para baixo, com suas asas esticadas, e ao fundo há um paraquedas aberto.

Requisitos

Para aqueles que desejam ser paraquedistas, há requisitos básicos a serem cumpridos.

  • Ter mais de 18 anos;
  • Ser voluntário;
  • Ser soldado incorporado às fileiras do Exército ou Oficial de carreira;
  • Realizar os testes físicos e obter os índices mínimos: subida na corda, abdominal supra, flexão na barra, corrida, flexão de braços, natação;
  • Realizar e ser aprovado nos testes psicológicos.

Para mais informações, acesse o site da Brigada de Infantaria Paraquedista.


Infantaria Paraquedista

Treinamento

O preparo dos membros da Infantaria Paraquedista possui diversas etapas e cursos, de modo a torná-los aptos a atuar em qualquer situação de conflito.

Curso Básico Paraquedista

É destinado Oficiais, Subtenentes e Sargentos do Exército Brasileiro, da Marinha do Brasil, da Força Aérea Brasileira, assim como para as tropas de nações amigas. Por três semanas, os participantes vão se dedicar à preparação física, e aqueles que passarem no teste de verificação devem prosseguir por mais três semanas. A partir de então, aprendem técnicas aeroterrestres e saltos de qualificação.

Para ser qualificado como paraquedista militar, o candidato deve realizar cinco saltos de uma aeronave militar em pleno voo.

Curso de Mestre de Salto

O segundo curso é o de Mestre de Salto. Seus participantes são os Oficiais, Subtenentes e Sargentos que sirvam na Infantaria Paraquedista. Durante esse treinamento, os candidatos são capacitados para realizar lançamento de pessoal e de material leve de uma aeronave militar em pleno voo. São cinco semanas aprendendo os deveres do Mestre de Salto e os procedimentos de inspeção.

Curso de Precursor Paraquedista

O mais longo curso da Infantaria Paraquedista, tem duração de vinte e quatro semanas. A primeira fase consiste em realizar um nivelamento técnico operacional. Na segunda fase, o combatente precisa realizar a mesma instrução que recebe o candidato a Mestre de Salto. Já as duas últimas etapas são mais focadas na formação do precursor, instruindo-o nas técnicas específicas de lançamento e de operações de precursores.

Curso de Dobragem, Manutenção de Paraquedas e Suprimento pelo Ar

Um dos cursos mais antigos da Infantaria Paraquedista, o DoMPSA foi criado ainda em 1945. É direcionado para Oficiais, Subtenentes e Sargentos do Serviço de Intendência. Basicamente, o objetivo desse treinamento é capacitar os combatentes a lidar com os equipamentos e materiais utilizados pela Infantaria Paraquedista – principalmente os paraquedas.

Curso de Salto Livre

No Curso de Salto Livre, os Oficiais, Subtenentes e Sargentos são preparados para assumir a função de Saltador Livre Operacional. O curso tem como objetivo capacitá-los não apenas para realizar os saltos, como também para utilizar os instrumentos necessários a essa atividade em diversos graus de complexidade. Aprendem técnicas de navegação, procedimentos de emergência e condições de sobrevivência em grandes altitudes.

Como avaliação, precisam realizar pelo menos 20 saltos a diferentes alturas: inicialmente, a 4.500 pés, e então progredindo de 5 mil a 12 mil pés. São testados pela estabilidade da queda e pelo uso de técnicas como track ou looping. Quanto mais dificuldades o aluno apresentar, mais vezes terá de saltar, até ter todos os erros corrigidos.

Curso de Salto Livre Avançado

Por três semanas, os Oficiais e Praças que passaram pelo Curso de Salto Livre treinam para se tornar Mestres de Salto Livre. Já conhecendo as técnicas de salto, o estagiário agora aprenderá a comandar equipes durante uma missão da Infantaria Paraquedista. Para isso, precisa adquirir conhecimentos de lançamento, meteorologia, precisão, navegação e organização de tropas.

Estágio de Transporte Aéreo

É um curso rápido, de uma semana, cuja função é habilitar os Oficiais e Aspirantes, Subtenentes e Sargentos a fiscalizar operações de transporte aéreo de pessoal e de material. Para realizar essas atividades, devem obter noções de segurança em terra e em voo, preparação de carga, amarração, inspeção e planejamento.

Estágio Básico de Resgate

Este curso é direcionado aos Oficiais e Sargentos da área da saúde. Após três semanas de treinamento, os candidatos estarão habilitados a realizar operações de atendimento pré-hospitalar, salvamento e resgate.


Infantaria Paraquedista - Curso de Salto

Desafios dos paraquedistas

Além de ser uma tropa de pronto emprego, que deve estar preparada para atuar em quaisquer terreno e situação, a Infantaria Paraquedista precisa lidar com outras dificuldades em suas missões. Uma delas é o vento: dependendo da altitude, os ventos podem atingir velocidades perigosas para os combatentes, e a direção das rajadas também influencia no momento do salto.

Durante o treinamento, no momento de deixar a aeronave, são ensinadas técnicas de salto e de virada, de modo a garantir a segurança dos combatentes. Entretanto, durante as missões, há fatores complicadores, como os equipamentos e os armamentos que o paraquedista carrega, os quais podem aumentar seu peso e dificultar o salto.

Outro ponto de extrema dificuldade é o isolamento: na grande maioria das situações, a Infantaria Paraquedista se encontra distante de tropas amigas, geralmente infiltrada em terreno inimigo. Além do preparo físico para fazer realizar os saltos e carregar o equipamento, esse isolamento requer também um alto preparo psicológico.

Por fim, a escassez de suprimentos também dificulta o cumprimento das missões. Tudo o que o paraquedista pode carregar deve caber em sua mochila, e ele precisa sobreviver por 72 horas com aqueles recursos, pois esse é o tempo estimado para o reabastecimento da tropa. Ainda assim, a prática nem sempre condiz com a teoria – em terrenos de difícil acesso, a entrega de suprimentos pode atrasar, prejudicando a atuação dos membros da Infantaria Paraquedista.


Infantaria Paraquedista - Salto


Fontes: Revista Mosaico, Revista Aedos, Folha Militar, Brigada de Infantaria Paraquedista, Força Aérea Brasileira.


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